Carmon, Chiado and the apparitions of Faust

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Carmon, Chiado and the apparitions of Faust


Inauguración:

1 de febrero a las 19,30 h.


Celebración:

Cuenca, del 1 al 25 de febrero
Sala ACUA
Aula Cultural Universidad Abierta
Calle Colmillo, s/nº 16001 Cuenca


Horario de apertura:

  • de miércoles a viernes, de 16:30 a 19:30 h.
  • Sábado y domingo, de 10,30 a 14,00 h. y de 16:30 a 19:30 h.

Ficha técnica

  • Coordinador del Proyecto: José Quaresma
  • Comisario: Ramón J. Freire Santa Cruz
  • Coordinador Técnico: José Ángel Cañas

Paralelamente ao tema de fundo deste projecto das Artes e da Literatura na Esfera Pública, a saber, a fecundidade cultural, artística, e vivencial do Chiado e do Carmo, todos os anos somos convidados a projectar obras, ensaios, e debates públicos sobre um tema específico.

Este ano fomos dar ao mundo de Fausto, a tal figura de uma história real (existiu entre 1480 e 1540 e foi contemporâneo de Paracelso) que se faz lenda, se adensa e transfigura na dramaturgia, na literatura, e noutras artes, e continua sendo um mito operativo na maneira como molda sucessivos momentos do devir do homem ocidental. Desde a História do Dr. João Fausto, mui afamado mágico e necromante, de 1578, passando pela obra trágica de Christopher Marlowe The Tragical History of Doctor Faustus, também no séc. XVI, a reconfiguração radical do mito na primeira metade do séc. XIX por Goethe, na obra Fausto, ou então, as tematizações de Fausto por Tomas Mann, Ernst Bloch, Carl Jung, ou o Mon Faust de Paul Valéry, são múltiplas as manifestações artísticas, literárias, e outras que Fausto desencadeou nos últimos 430 anos […].

Também entre nós (Chiado, Carmo, Portugal) Fausto muitas vezes irrompeu. Entre outros exemplos, aparece em obras de Garrett como as Viagens na Minha Terra; em diversas intervenções e alusões de Antero de Quental (Os Críticos de Fausto. Carta ao Exmº Sr. J. Gomes Monteiro); num longo poema filosófico de 1895 por Teófilo Braga, Vigílias de Fausto […]. Manifestou-se ainda como apropriação e intertextualidade em diversas obras de Eça de Queirós, seja de forma explícita, seja de maneira indirecta mas vinculadora (Mefistófeles, Mandarim, Senhor Diabo, ou São Frei Gil); ou mais recentemente no romance de António Vieira, Doutor Fausto.

JOSÉ QUARESMA

2018-01-31T10:49:20+00:00